Avaliação clínica e prospectiva do efeito da quimioterapia ACT no intervalo QTc em pacientes com neoplasia de mama

13/09/2017 | 11:43

Autor: Pedro Veronese / Orientador: Prof. Dr. Francisco Carlos da Costa Darrieux
Data e Local: 13 de setembro de 2017, às 14h no Anfiteatro – 2º andar InCor

RESUMO

Veronese P. Avaliação clínica e prospectiva do efeito da quimioterapia ACT no intervalo QTc em pacientes com neoplasia de mama [tese]. São Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo; 2017.

Introdução: A cardiotoxicidade aguda e subaguda pode ser caracterizada pelo prolongamento do intervalo QT corrigido (QTc) e demais medidas derivadas do intervalo QTc, como: a dispersão do intervalo QTc (QTdc) e a dispersão transmural da repolarização (DTpTe). No entanto, ainda não foi determinado se pacientes com neoplasia de mama submetidas ao esquema quimioterápico com antraciclina, ciclofosfamida e taxano (ACT) podem apresentar prolongamento do intervalo QTc, da QTdc e da DTpTe. Objetivos: 1.avaliar o efeito da quimioterapia ACT no intervalo QTc, 2.avaliar o efeito da quimioterapia ACT na QTdc e na DTpTe, 3.avaliar os biomarcadores cardioespecíficos como a troponina e o peptídeo natriurético do tipo B (BNP), e 4.avaliar manifestações clínicas de cardiotoxicidade, como a presença de: arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca (ICC), angina e morte cardiovascular em pacientes com neoplasia de mama. Métodos: Trata-se de um estudo de coorte prospectivo em que 23 pacientes com neoplasia de mama não metastática foram acompanhadas durante o tratamento quimioterápico com o esquema ACT. As medidas do intervalo QTc, da QTdc e da DTpTe foram determinadas pelo eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações antes do início da quimioterapia (basal), após a primeira fase com antraciclina e ciclofosfamida (AC), e ao final do tratamento com taxano (T). Biomarcadores como troponina e BNP também foram analisados. Resultados: Quando comparado aos valores basais, houve prolongamento do intervalo QTc após a primeira fase da quimioterapia – AC, 439,7ms ± 33,2 vs 472,5ms ± 36,3, (p = 0,001) e ao final do tratamento com taxano, 439,7ms ± 33,2 vs 467,9ms ± 42,6, (p < 0,001). A dosagem média de troponina sérica, quando comparada aos valores basais, apresentou elevação após o término da primeira fase da quimioterapia – AC, 7,1pg/ml ± 3,5 vs 26,9pg/ml ± 23,1, (p < 0,001) e ao final do tratamento com taxano, 7,1pg/ml ± 3,5 vs 30,7pg/ml ± 21,9, (p < 0,001). A QTdc, a DTpTe e os níveis séricos de BNP não mostraram diferenças com significância estatística. Durante o seguimento clínico não houve nenhum óbito e nenhuma constatação de angina, ICC e arritmias cardíacas. Conclusão: Em pacientes com neoplasia de mama não metastática submetidas à quimioterapia com esquema ACT, houve prolongamento do intervalo QTc e elevação dos níveis séricos de troponina.

Descritores: cardiotoxicidade; intervalo QTc; prolongamento intervalo QTc; eoplasia de mama; quimioterapia; antraciclinas

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