Denervação renal no tratamento da hipertensão em pauta

11/07/2018 | 02:30

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Duas publicações recentes da revista Lancet, o Radiance Hypertension e o Spyral Hypertension, reacendem a polêmica em torno da denervação renal no tratamento da hipertensão. Afinal, ela é efetiva ou não no tratamento da hipertensão arterial refratária ou resistente? E quando deve ser utilizada?

Sabe-se que um dos principais mecanismos envolvidos na hipertensão arterial resistente é a hiperatividade simpática. Os guidelines atuais, em acordo com a última metanálise publicada no Cochrane, em 2017, não recomendam a denervação renal para redução da atividade simpática nesses pacientes.

Entretanto, o tema ainda continua em alta e foi balançado novamente por esses dois estudos publicado no Lancet que, com novas tecnologias de denervação renal, evidenciaram redução da pressão arterial em pacientes sem terapia medicamentosa ou em uso de três classes de anti-hipertensivos, respectivamente. Os achados vão de encontro às evidências atuais, e merecem destaque.

Para conversar com vocês a respeito do assunto, Bate-Papo com o InCor trouxe o Dr. Luiz Bortolotto, cardiologista e chefe da Unidade Clínica de Hipertensão do Instituto do Coração.

Em entrevista conduzida pelo Dr. Brenno Rizerio, o especialista coloca os pingos nos “is” da questão, comentando também os resultados de pesquisas do InCor com essa terapia.

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