Ensaio clínico controlado, randomizado, em pacientes submetidos a um programa de reabilitação precoce, após o procedimento Nuss

12/04/2018 | 21:58

RESUMO

Introdução

O objetivo desse estudo foi comparar a capacidade de exercício funcional e função pulmonar entre pacientes submetidos à reabilitação precoce com aqueles submetidos ao tratamento convencional, após reparo de pectus excavatum, usando o procedimento de Nuss.

Método

Os pacientes foram alocados aleatoriamente para os grupos de reabilitação precoce (ERC), que iniciou a reabilitação após a cirurgia, e o de cuidados convencionais, que recebeu cuidados de rotina. Os pacientes foram avaliados antes da cirurgia (pré-operatório) e no dia de alta hospitalar (pós-operatório).

Resumo

40 pacientes foram avaliados, 20 em cada grupo. Todos os pacientes apresentaram redução significativa na capacidade vital forçada (FVC), no volume expiratório forçado no primeiro segundo (FEV1) e no pico de pressão expiratória (PEF) no pós-operatório. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos. Houve diferenças significativas na capacidade de exercício funcional pós-operatório entre o grupo da reabilitação precoce e do controle (506,26 ± 66,54 vs 431,11 ± 75,61, p = 0,02). A diferença entre a distância percorrida no período pré-operatório e pós-operatório, por outro lado, foi menor no ERC do que no grupo controle (76,57 ± 49,41 vs 166,82 ± 70,13, p

Conclusões

Os pacientes submetidos à reabilitação precoce após o procedimento de Nuss apresentaram melhor capacidade de exercício funcional pós-operatório no dia da alta hospitalar em comparação com pacientes do grupo convencional, sem diferença na função pulmonar entre os grupos.

Referência

Linhares SG, Pereira JC, Fernades PM, de Campos JR. Functional exercise capacity and lung function in patients undergoing an early rehabilitation program after the Nuss procedure: a randomized controlled trial. Pediatr Surg Int. 2017 Jan;33(1):69-74.

 

 


Referência Bibliográfica

  1. Linhares, S.G.D., Pereira, J.C.DN., Fernades, P.M.P. et al. Pediatr Surg Int (2017) 33: 69. https://doi.org/10.1007/s00383-016-3992-0

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