Entendendo o que significa ser operado hoje

O índice de sucesso das intervenções é alto e as técnicas minimamente invasivas praticadas tornam o pós-operatório menos incômodo

21/01/2018 | 22:32

Sala de cirurgia
Foto: Divulgação / InCor

Qualquer pessoa fica muito apreensiva quando recebe a notícia de que terá de fazer uma cirurgia, principalmente se esta operação for na área cardiológica. Imagina que irão abrir seu peito, cortar o chamado esterno, que é o osso que fica na frente do tórax e que sustenta as costelas. Pensa ainda que será costurado e vai sentir muita dor dos pontos por um tempo, além de lidar com limitações na vida diária. Isso tudo sem considerar a ansiedade que passa a sentir quanto ao resultado: a intervenção será bem sucedida? Seu problema será resolvido?

Todo esse receio faz parte de um contexto em que a cirurgia cardíaca é vista pelos pacientes com problemas cardiovasculares como sinal de que ele tem algo grave, diz o cirurgião Fabio Jatene, Diretor da Unidade de Cirurgia Cardiovascular do InCor. “Quando o indivíduo ouve que precisa ser operado ele pensa o pior. Imagina que se terá de operar é porque o problema dele é mais sério, isto apesar dos ótimos resultados e do alto índice de sucesso das operações.”

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Embora a notícia de uma cirurgia cardíaca produza esse impacto ainda hoje, para dissipar a apreensão de seus pacientes, o cirurgião afirma que a cirurgia avançou e se modernizou muito, em todos os seus aspectos. É importante entender que, com o avanço do conhecimento, hoje são empregadas técnicas mais eficientes, minimamente invasivas, além de materiais e próteses mais modernas e duráveis que tornam o pós-operatório menos doloroso e incômodo, com recuperação muito mais rápida.

No InCor, por exemplo, a experiência atual em cirurgias menos invasivas é muito significativa. “Devemos ser um dos centros que mais faz cirurgias minimamente invasivas” no país, diz Jatene, lembrando que o seu grupo também faz cirurgias híbridas, que é uma abordagem menos agressiva e muito atual.

“Você realiza uma parte da intervenção por cirurgia e outra parte através do emprego de cateteres” Estas operações são realizadas nas modernas “Salas Híbridas”, onde os procedimentos são combinados e simultâneos.

O cirurgião observa, além disso, que a realização da anestesia avançou muito e, hoje em dia, o paciente sente muito menos dor no pós-operatório e, ao fim, sofre menos.

Ele comenta outra preocupação comum dos pacientes, a de que a operação não será bem sucedida e o risco é muito alto. Segundo o cirurgião, isto tampouco se justifica na prática atual. ”Porque a despeito de passarmos a operar casos mais graves, de fato, os resultados das operações são muito bons e consistentes.”

Para dar ideia dos resultados, Fabio Jatene cita a cirurgia de coronária. A chance de um paciente sobreviver a uma operação dessas artérias, responsáveis pela circulação do sangue nos vasos do músculo cardíaco, é de aproximadamente 98%, hoje.

Jatene destaca outro aspecto importante das condutas da equipe da Unidade de Cirurgia Cardiovascular do InCor, que é o trabalho baseado em metas.É um programa que relaciona o número de operações que serão realizadas aos resultados que deverão ser obtidos. “E os resultados que perseguimos, e que procuramos atingir, são os mesmos buscados pelos melhores e mais importantes centros internacionais, da Europa e dos Estados Unidos”.

O cirurgião comenta que sua equipe trabalha o tempo todo com esse objetivo de comparar os resultados obtidos no setor com a literatura internacional. Perseguimos uma taxa de sobrevida e de bons resultados nas nossas cirurgias com a perspectiva de superar o que já foi atingido por outros países e, em várias situações, conseguimos.”

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As metas da unidade de cirurgia cardiovascular são discutidas em conjunto, semanalmente e o resultado é avaliado mensalmente em reunião. Todas as modalidades de cirurgias estão incluídas na programação de metas: coronária, válvula, congênita, híbrida, intervenções minimamente invasiva, operações de emergência, entre outras.

“Nosso time trabalha com metas assistenciais comparando os resultados com a melhor referência internacional”, diz o Fabio Jatene, acrescentando que se a literatura mostra o índice de sucesso de 98%, não serve ter resultados diferente no InCor. “Queremos estar junto com os melhores centros do mundo.”

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