InCor é o mais inovador na Saúde

23/11/2020 | 11:41

Foi um ano de muito trabalho para todos nós, mas também de grande reconhecimento da importância do nosso InCor no cenário da saúde, da pesquisa e do ensino em cardiopneumologia no mundo. Depois de ser escolhido como o melhor centro de cardiologia do Brasil e da América Latina pela renomada revista americana Newsweek, em setembro último, o Instituto recebeu na noite desta segunda-feira (9/11), o Prêmio Whow! de Inovação 2020 como a empresa mais inovadora na área da Saúde. O InCor também foi destaque na premiação com o 8º lugar entre as 100 empresas brasileiras mais inovadoras, em todas os setores, ao lado de  grandes marcas como Mercedez-Benz, Tecnisa, Pfizer e Aché.

O processo de escolha partiu da busca ativa de cases de inovação no mercado, feita pelo organizador do Prêmio, o CIP (Centro de Inteligência Padrão), com avaliação estratégica da Hyper Island, uma das mais prestigiadas escolas de inovação do mundo. Ao final, o seleto grupo de 300 empresas classificadas passou pela avaliação do grupo Mentes Brilhantes, com base em três critérios (relevância da inovação, projeção de futuro e valor adicionado), para a escolha dos vencedores.

O case responsável por galgar o InCor ao posto de o mais inovador na área da saúde do Brasil foi o de “Anonimização de Dados Pessoais em Exames de Imagens e de Sinais Biomédicos com o Uso de Inteligência Artificial”, desenvolvido pelo SInfo (Serviço de Informática) em parceria com a Intel, coordenada pelo InovaInCor –  veja mais detalhes sobre esse projeto inédito mundialmente abaixo.

Este é o segundo prêmio que o Instituto recebe por desenvolvimentos do nosso SInfo. Em 2009, ele foi destaque no “As 100+ Inovadoras em TI, com o primeiro lugar na Categoria Especial PME (Pequenas e Médias Empresas), em ranking da revista Informationweek. O desenvolvimento em questão era o Medcard, carrinho ergonômico com um notebook embarcado, protegido por um bloco de alumínio concebido para que médicos e enfermeiros utilizem o computador a beira do leito e que hoje já faz parte da rotina das Unidades de Internação do hospital.

As inovações do Serviço de Informática não param aí. Além do SI3, prontuário eletrônico pioneiro no Brasil criado pelo InCor e que hoje está presente em diversos hospitais públicos, o SInfo já depositou 12 patentes em nome da FZ.

Abertos para o mundo

Os talentos da pesquisa do InCor também têm recebido impulso nos últimos 5 anos com parcerias captadas pelo InovaInCor. Esse Núcleo de Projetos de Inovação da Fundação Zerbini, vinculado também ao InovaHC, faz a interface virtuosa entre o que há de melhor na pesquisa do Instituto com empresas gigantes da tecnologia em nível mundial, interessadas em parcerias de inovação em saúde. Além da Intel, figuram no grupo de parceiros do InCor a Baxter, Canon, Cisco, CNOGA, Dasa, Denmark Innovation Centre, Drager, Elsevier, FoxConn, Inavya, Lenovo, MCTI,  Oracle,  SABM e UK-DTI, dentre outras renomadas empresas.

O Prêmio Whow! de Inovação 2020 confirma o InCor como um dos principais centros de pesquisa do mundo: um ecossistema de inovação que une nossos pesquisadores de excelência e parceiros tecnológicos que estão na fronteira mundial, trabalhando lado a lado por avanços que promovam melhorias na saúde pública e na vida das pessoas.

Projeto inédito e inovador

O InCor e a Intel estão desenvolvendo novos projetos de tecnologia focados na inovação digital voltada para a melhoria de processos do hospital. As soluções buscam oferecer maior precisão nos diagnósticos e tratamentos médicos, além de maior segurança aos pacientes – que ficam menos expostos a possíveis erros. O resultado esperado é a otimização do tempo dos profissionais, a diminuição do uso de papel e a geração de informações mais precisas, abrindo espaço para que as equipes de saúde atuem com foco ainda maior na humanização do atendimento.

Dentre os vários projetos em estruturação, uma solução inédita no âmbito da saúde em nível mundial torna anônimos os dados pessoais de exames diagnósticos por imagens e de sinais biomédicos.

São considerados dados pessoais, todas as informações pelas quais é possível identificar o paciente, tais como nome, idade, data de nascimento, dentre outras. Esses dados são inseridos nos exames de imagens e de sinais biomédicos no formato de marca d´água e são essenciais para garantir a segurança do paciente.

Embora a importância de sua proteção, uma vez que essas informações não podem ser compartilhadas com terceiros sem o prévio consentimento do paciente, não havia até o momento no mundo uma ferramenta eficaz de anonimização automatizada desse conteúdo.

Uma das dificuldades para que isso aconteça é a falta de padrão no local onde ficam armazenados esses dados e também o formato de exibição em cada imagem, que variam significativamente conforme o fabricante do equipamento de diagnóstico e o tipo de exame realizado.

Perspectiva de avanço promissor

A nova solução concebida pelo Laboratório de Informática Biomédica do InCor, liderado pelo Engo Marco Antonio Gutierrez, conseguiu vencer essa barreira. Com base em inteligência artificial, a equipe utilizou métodos de aprendizagem profunda (deep learning) que resultaram na anonimização desses dados pessoais nos exames de imagens médicas e de sinais biomédicos

Segundo Gutierrez, ao garantir que não haja a identificação das informações com o paciente ao qual elas se referem, a tecnologia desenvolvida pela parceria InCor-Intel abre caminho para o processamento de grandes volumes de dados de exames em pesquisas científicas de novos diagnósticos e tratamentos. “É uma perspectiva de avanço bastante promissora”.

O uso da solução está na fase de validação científica, porém, nos ensaios realizados até o momento, o hospital já conseguiu obter resultados com a anonimização dos dados sensíveis dos pacientes com precisão de até 91%, nos exames de imagens médicas e de sinais como eletrocardiograma.

“É extremamente importante, nesta fase do avanço tecnológico, que possamos resolver os problemas do século XX com a cabeça do século XXI. Ter melhores processos e controles na área da saúde é uma evolução necessária que afeta toda a sociedade de forma positiva. Na Intel, nosso foco não está apenas em desenvolver as tecnologias necessárias, mas também em fomentar todo o ecossistema, seja por meio de soluções, conhecimento técnico, suporte, doação de horas de nossos especialistas e até networking com outros especialistas do setor para que esta evolução aconteça de fato”, afirma André Ribeiro, diretor de novos negócios da Intel Brasil.

O projeto criado em 2015 é um exemplo da parceria entre Intel e o InCor, que acontece por meio do Núcleo de Projetos de Inovação, o InovaInCor, ligado à Fundação Zerbini, entidade de apoio ao Instituto do Coração.

A Intel e o InCor possuem como objetivo transformar o conhecimento em inovação tecnológica e criar uma produção científica que abasteça o setor e atenda às demandas da sociedade, principalmente relacionadas às áreas cardiovascular e respiratória. Para atingir esse propósito, ela promove a sinergia entre pesquisadores, empresas, institutos de fomento e governo.

“Quando falamos de inovação, naturalmente as pessoas a vinculam com novas tecnologias, produtos disruptivos, mas a gente percebe que ela só é realmente efetiva quando você transforma a vida das pessoas, sobretudo, por meio da educação e conscientização, tanto para o paciente quanto para o profissional que precisa utilizar as novas ferramentas digitais”, diz Guilherme Rabello, gerente Comercial e de Inteligência de Mercado do InovaInCor.

“Nosso projeto com a Intel vai muito além do desenvolvimento de pilotos e protótipos, pois se ficássemos limitados a essa fase, não estaríamos preparando nossos profissionais que vão agir como transformadores da saúde no futuro, que é justamente nosso objetivo: impactar e transformar efetivamente esta cadeia da saúde”, conclui Rabello.

Receba novidades do InCor

Escreva abaixo seu nome e email para lhe enviarmos nossa newsletter semanal com as últimas atualizações do portal Referência InCor.


Publicidade
back-top