Influência da progressão da neoplasia pleural no resultado da pleurodese em camundongos

26/08/2019 | 18:00

Trata-se de estudo experimental com a finalidade de avaliar se o tempo de evolução de doença neoplásica pleural está associado ao grau de fibrose pleural na pleurodese com talco, descrever alterações nos níveis pleurais de mediadores inflamatórios ativados pela pleurodese em diferentes tempos de evolução da doença neoplásica pleural e analisar se o tempo de evolução da doença neoplásica pleural é o fator que influencia na segurança da pleurodese com talco em camundongos. Métodos: Noventa e dois camundongos foram randomizados em 2 grupos Câncer(injetados com 50mil células de lewis intrapleural) e Salina(injetados com 0,5ml de soro fisiológico intrapleural), os quais foram subdivididos em Grupos Precoce(submetidos a pleurodese após 3 dias da injeção pleural) e Grupos tardios(submetidos a plerodese após 7 dias de injeção pleural), compondo 4 grupos de estudo. Parte dos animais foram sacrificados após 24hs da pleurodese (para obtermos os dados inflamatórios) e outra parte após 8 dias (para obtermos os índices macro e microscópico de fibrose pleural). Resultados: Os Grupos Câncer tiveram escores menores de fibrose que os grupos salina, e essa diferença se intensificou quando comparadas as fases precoces com as fases tardias (p<0,001). (Gráfico 6). Os escores de inflamação foram menores nos grupo Câncer, particularmente no grupo Câncer tardio(p<0,001). Nos grupos Salina a inflamação foi intensa em 100% dos animais nos dois subgrupos(precoce e tardio)(p<0,001).(Gráfico 7). As aderências não tiveram diferenças estatísticas nas fases precoces. Nos grupos tardios, o subgrupo Câncer tardio teve os escores mais baixos, e encontramos fibrose intensa somente no subgrupos Salina tardio(p<0,001). (Gráfico 8). As analises dos marcadores inflamatórios pleurais mostraram resultados de variabilidade muito alta, não sendo possível identificação de diferenças significativas, a exceção do VEGF, que foi aumentado nos animais com câncer particularmente nos animais do subgrupo Câncer tardio(p=0,007), assim como o DHL sistêmico(p<0,001). O grupo câncer tardio foi o único grupo onde ocorreu distribuição sistêmica do talco. (fig. 7). Conclusão: O tempo de evolução da neoplasia pleural é inversamente proporcional ao grau de fibrose pleural em camundongos submetidos a pleurodese com talco. Quanto mais precoce a pleurodese, melhores os resultados relacionados a fibrose, menor inflamação sistêmica, a circulação do talco é menor e consequentemente, maior a segurança da pleurodese.

Descritores: Derrame pleural, Neoplasias pulmonares, Metástase neoplásica, Pleudorese, Talco

Sabbion RO. Influência da progressão da neoplasia pleural no resultado da pleurodese em camundongos [tese]. “São Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo”; 2019.

Autor: Rodrigo Olivio Sabbion
Orientador: Prof. Dr. Ricardo Mingarini Terra
Programa: Cirurgia Torácica
Data e local: 26 de agosto de 2019, 8h, no Anf. dos Paramédicos (Sala 4303) – Av. Dr. Arnaldo, 455 – 4º andar FMUSP.

Acesse a tese completa em PDF

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