Liberação de marcadores de necrose miocárdica após revascularização cirúrgica com circulação extracorpórea. Um estudo com ressonância nuclear magnética

22/08/2017 | 13:47

Autor: Fernando Teiichi Costa Oikawa / Orientador: Prof. Dr. Whady Armindo Hueb
Data e Local: 22 de agosto de 2017, às 8h na Farmacologia – 3º andar FMUSP

RESUMO

Oikawa FTC. Liberação de marcadores de necrose miocárdica após revascularização cirúrgica com circulação extracorpórea. Um estudo com ressonância nuclear magnética [tese]. São Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo; 2017.

Introdução: O diagnóstico infarto do miocárdio (IAM) Tipo 5 é bastante complexo, especialmente após o surgimento de ensaios com a troponina de alta sensibilidade. Objetivo: Mensurar a liberação de biomarcadores de necrose miocárdica apóscirurgia de revascularização (RM) utilizando a circulação extracorpórea (CEC) naausência de novo realce tardio pelo gadolínio (RTG). Métodos: Neste estudo, avaliamos pacientes com doença arterial coronária estável, multiarterial, função do ventrículo esquerdo preservada, biomarcadores cardíacos basais normais e indicação formal para a cirurgia de revascularização eletiva com CEC. Eletrocardiograma, coleta de amostras de sangue para a mensuração de troponina e CKMB, eressonância magnética cardíaca (RMC) com realce tardio pelo gadolíneo (RTG) foram efetuadas antes e após o procedimento. O diagnóstico de IM foi definido como acima de 10 vezes o percentil 99 URL, para troponina e CK-MB, respectivamente, e novo RTG pela RMC. Resultados: De 75 pacientes selecionados para RM comCEC, 69 foram analisados; destes, 54 não apresentaram RTG (IAM tipo 5 na RMC). 39 pacientes eram do sexo masculino (72,2%), com idade média de 61,3 (±8,3) anos. A pontuação média do SYNTAX Score foi de 28 (±10). Após a cirurgia, 54 (100%) pacientes tiveram um pico de troponina acima do percentil 99; destes, em 52 (96%) este pico foi maior do que 10 vezes o percentil 99. Por  outro lado, 54 (100%) pacientes alcançaram pico de CK-MB acima do limite do percentil 99 e em apenas 13 (24%) foi maior do que 10 vezes o percentil 99. A troponina apresentou medianado pico de 3,15 (2,0 – 4,9) ng/mL, 78, 75x superior ao percentil 99. Conclusão: Nesta amostra estudada, a CKMB, diferentemente da troponina, teve níveis de liberação dentro dos padrões recomendados pelas diretrizes e coincidiu com ausência e realcena RMC. Estes dados permitem sugerir um maior ponto de corte de troponina para odiagnóstico do IAM relacionado ao procedimento.

Descritores: troponina; revascularização miocárdica; doença da artéria coronariana; imagem por ressonância magnética; biomarcadores; circulação extracorpórea.

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