Perfil da doença isquêmica do coração em imigrantes germânicos e seus descendentes na região de Blumenau: uma comparação da apresentação inicial da doença entre as duas gerações

09/02/2018 | 18:00

Autor: Sergio Luiz Zimmermann / Orientador: Prof. Dr. Luiz Antonio Machado César
Data e Local: 09 de Fevereiro de 2018, às 08h na Farmacologia – 3º andar FMUSP

RESUMO

Zimmermann SL. Perfil da doença isquêmica do coração em imigrantes germânicos e seus descendentes na região de Blumenau: uma comparação da apresentação inicial da doença entre as duas gerações [tese]. São Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo; 2017.

Introdução: Não existem estudos sobre imigrantes alemães que vieram para a América em relação à incidência e à manifestação clínica da Doença Cardíaca Isquêmica (DCI). Esse é o primeiro a avaliar imigrantes germânicos que viveram fora de seus países, analisando uma população que se instalou na região sul do Brasil. Objetivos: Comparação dos fatores de risco, características clínicas, formas de apresentação, aspectos angiográficos e idade de manifestação da DCI entre o grupo de imigrantes e seus descendentes de primeira geração. Métodos: Foram obtidos os registros médicos de germânicos (G) e seus descendentes (D) de primeira geração em hospitais e clínicas de cardiologia em Blumenau, Santa Catarina, sul do Brasil. Um total de 167 de 299 registros continham informações que confirmaram o diagnóstico de DCI. A população estudada continha 68 pacientes que nasceram na Alemanha, Suíça, Polônia ou Áustria (grupo G) e 99 de seus descendentes (D). No total, 29 dos pacientes do grupo D tinham os dois pais germânicos e 70 tinham apenas um dos dois de origem germânica. Resultados: A média de idade no diagnóstico foi de 66,8 + 10,6 anos, mas com uma diferença significativa entre os grupos. Os pacientes do grupo G manifestaram a DCI em média 4 anos (69,1 + 8,8 anos) mais tarde que os pacientes do grupo D (65,3 + 11,5 anos) (p = 0,017). Não houve diferença significativa nos fatores de risco ou nas características de angiografia coronária entre os dois grupos. A comparação dos perfis lipídicos mostrou que os níveis de colesterol HDL foram significativamente maiores no grupo G do que no grupo D (48,4 + 11,1 vs 43,3 + 11,2), respectivamente (p = 0,005). Conclusão: Na população estudada, Germânicos e seus Descendentes residentes na região de Blumenau, a apresentação da DCI ocorreu em média 4 anos mais tarde nos Germânicos que em seus Descendentes. E entre estas duas populações estudadas não foram encontradas diferenças em relação aos principais fatores de risco, ou manifestações clínicas e angiográficas.

Descritores: isquemia miocárdica; doença da artéria coronária; alemães; imigração; epidemiologia; germânicos.

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