Pesquisa e tratamento de doenças respiratórias

A especialidade médica é responsável pela assistência a pacientes portadores de problemas crônicos de pulmão

26/01/2018 | 23:17

Pulmão
Foto: yodiyim / Shutterstock

A área de Pneumologia era restrita até metade do século passado, quando a alta incidência de tuberculose direcionava a especialidade de Tisiologia para o tratamento dos portadores desta doença. A Pneumologia acabou derivando da Tisiologia dessa forma.

A partir de 1950, com o tratamento para a tuberculose e a descoberta de antibióticos para combater as doenças infecciosas, abriu-se espaço para pesquisa e assistência médica das outras doenças respiratórias, afirma o Professor Carlos Carvalho, responsável pela Divisão de Pneumologia do InCor. A especialidade da Pneumologia se estabelece neste cenário, ele esclarece.

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A Divisão de Pneumologia atende em média mais de mil pessoas por mês no ambulatório do InCor. Além disso, ascite em torno de duas mil no ambulatório da especialidade no Instituto do Câncer do Hospital das Clínicas. A área de Câncer de Pulmão, no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), pertencente ao HCFMUSP, também é de responsabilidade da Divisão de Pneumologia.

Os pacientes da Divisão de Pneumologia são portadores de problemas crônicos de pulmão, tais como, doenças intersticiais, de pleura, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), sarcoidose, problemas de circulação pulmonar e tromboembolismo crônico e, também, com indicação para transplante do pulmão.  

A Divisão de Pneumologia trabalha em parceria com a cardiologia, cirurgia cardíaca e torácica no acompanhamento desses indivíduos portadores de doenças crônicas de pulmão. “Da mesma forma que uma doença cardíaca afeta o pulmão, uma doença pulmonar interfere diretamente no coração, caracterizando uma interdependência entre os sistemas desde sempre”, observa Professor Carvalho, ao enfatizar essa interação entre as áreas.

O Professor menciona, ainda, que há um grande interesse e dedicação da Divisão de Pneumologia na área de ventilação mecânica, que atua em atividades específicas na Unidade de Terapia Intensiva, explicando que em torno de 40% dos indivíduos que necessitam de cuidados em UTI, em algum momento são intubados e ventilados artificialmente, por vários motivos. “Seja por ser um pós-operatório e o indivíduo foi anestesiado ou porque teve uma disfunção cardíaca tão grave que acabou afetando os pulmões e precisou da ventilação mecânica durante o período de recuperação, entre outras circunstâncias”.

 

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