Prognóstico da Função Ventricular Esquerda na DAC

Seguimento de longo prazo de pacientes com e sem Diabetes [Revision-DM2 Trial]

20/06/2018 | 22:28

RESUMO

Introdução

Está bem estabelecido que cardiomiopatia isquêmica e disfunção ventricular grave representam os principais determinantes do pior prognóstico de sobrevida quando comparado com a função ventricular preservada. No entanto, se desconhece o papel da diabetes no prognóstico de longo prazo neste grupo de pacientes, em comparação com os doentes sem diabetes.

Material e Métodos

Foram incluídos pacientes com Doença Arterial Coronariana (DAC) que foram submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica (RM), ou por intervenção coronária percutânea (ICP) ou terapia médica isolada (TM). Todos os pacientes apresentavam doença multiarterial e as medidas da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) foram conhecidas. Os eventos considerados foram: mortalidade por qualquer causa, infarto do miocárdio não fatal, acidente vascular encefálico (AVC) e intervenções cardíacas adicionais.

De janeiro de 2009 a maio de 2010, o estudo selecionou 918 pacientes consecutivos, seguidos até maio de 2015. Eles foram agrupados em G1 — 266 diabéticos com disfunção ventricular; G2 — 213 diabéticos sem disfunção; G3 — 213 pacientes sem diabetes e sem disfunção e G4 — 226 pacientes sem diabetes e com disfunção. A taxa de mortalidade foi de 21,6%, 6,1%, 4,2% e 10,6% para os Grupos 1, 2, 3 e 4 respectivamente.

Resumo

Admite-se que a disfunção ventricular esquerda por miocardiopatia isquêmica é o maior determinante de pior prognóstico de sobrevida quando comparado à função ventricular preservada. Todavia, não se sabe se o diabetes mellitus acrescenta pior prognóstico nesse grupo de pacientes, quando comparado aos pacientes sem diabetes. Objetiva-se verificar se a presença do diabetes compromete o prognóstico nesse grupo de pacientes em seguimento de longo prazo.

Conclusões

Nesta amostra, independentemente do tratamento previamente realizado, pacientes com ou sem diabetes e função ventricular preservada, obtiveram resultados semelhantes. Por outro lado, os pacientes com disfunção ventricular apresentaram pior prognóstico comparado com aqueles com função normal. Além disso, nesse grupo de pacientes, o diabetes aumentou a mortalidade, comparativamente aos não-diabéticos.


Referência Bibliográfica

  1. Hueb T, Rocha MS, Siqueira SF, et al. Impact of diabetes mellitus on ischemic cardiomyopathy. Five-year follow-up. REVISION-DM trial.Diabetology & Metabolic Syndrome. 2018; 10:19. doi:10.1186/s13098-018-0320-y.

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