Prognóstico da Função Ventricular Esquerda, na Doença Arterial Coronariana, em Pacientes com e sem Diabetes. Seguimento de Longo Prazo. Revision-DM2 Trial.

01/11/2018 | 08:02

Introdução

Está bem estabelecido que os pacientes com cardiomiopatia isquêmica e disfunção ventricular grave são um dos principais determinantes do pior prognóstico de sobrevida, quando comparados com aqueles com função ventricular preservada. No entanto, desconhece-se o papel do diabetes no prognóstico a longo prazo, nesse grupo de doentes, em comparação com os doentes sem diabetes.

Método

Foram incluídos pacientes com doença arterial coronariana (DAC) que foram submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica (RM), ou por intervenção coronária percutânea (ICP) ou terapia médica isolada (TM). Todos os pacientes apresentavam doença multiarterial, e as medidas da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) foram conhecidas. Os eventos considerados foram: mortalidade por qualquer causa, infarto do miocárdio não-fatal, acidente vascular encefálico (AVC) e intervenções cardíacas adicionais. De janeiro de 2009 a maio de 2010, foram selecionados 918 pacientes consecutivos, seguidos até maio de 2015. Foram agrupados em G1, 266 diabéticos com disfunção ventricular, G2, 213 diabéticos sem disfunção, G3, 213 pacientes sem diabetes e sem disfunção e G4, 226 pacientes sem diabetes e com disfunção. A taxa de mortalidade foi de 21,6%, 6,1%, 4,2% e 10,6%, para os Grupos 1, 2, 3 e 4 respectivamente.

Resumo

Admite-se que a disfunção ventricular esquerda por miocardiopatia isquêmica é o maior determinante de pior prognóstico de sobrevida, quando comparado à função ventricular preservada. Todavia, não se sabe se o diabetes acrescenta pior prognóstico, nesse grupo de pacientes, quando comparado aos pacientes sem diabetes. Objetiva-se verificar se a presença do diabetes compromete o prognóstico nesse grupo de pacientes em segmento de longo prazo.

Conclusão

Nessa amostra, independentemente do tratamento previamente realizado, pacientes com ou sem diabetes e função ventricular preservada obtiveram resultados semelhantes. Por outro lado, os pacientes com disfunção ventricular apresentaram pior prognóstico, comparado com aqueles com função normal. Além disso, nesse grupo de pacientes, o diabetes aumentou a mortalidade em comparação com os não-diabéticos.

Hueb* T.O., Rocha M.S.,Siqueira S.F., Nishioka S.A., Peixoto G.L, Saccab M.M., Lima E.G., Garcia E.M.R., Ramires J.A.F., Filho R.K., Filho M.M.

Envie o link original da publicação.: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5856370/.

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