O apoio aos pacientes que vem de fora da capitaI

Equipe multiprofissional conta com assistentes sociais que orientam sobre benefícios, como transporte e hospedagem

28/12/2017 | 11:16

Foto: Shutterstock

Quais são os direitos sociais de um paciente que utiliza o serviço público de saúde? Como conseguir transporte, por exemplo, que o leve a uma consulta no Incor e, depois, de volta para casa? O Estado fornece serviços desse tipo? Sim. Faz parte do trabalho do serviço social informar, educar e conscientizar a população sobre esses direitos.

Um hospital terciário como o Incor, que trabalha com casos de alta complexidade, depende também de uma equipe multiprofissional para funcionar. Dentro dela, o assistente social é responsável por sanar dúvidas e orientar os pacientes. “Temos como objetivo verificar os fatores que dificultam a realização do tratamento. E pensar, com o paciente, qual a melhor maneira de ele seguir em frente”, explica a Dra. Elaine Amaral, diretora do Serviço Social Medico do Incor.

Hospitais públicos de alta complexidade costumam receber muitas pessoas de fora do município. Na primeira consulta com o serviço social, cabe ao assistente social conhecer o contexto do paciente e de sua família. Por exemplo, saber se ele mora longe. A maioria mora. E orientá-lo sobre como a busca de recursos para comparecer às consultas no Incor. Cada prefeitura tem uma rotina de auxílio.

Além de informar o paciente sobre o transporte, o serviço social também presta orientação sobre afastamento do trabalho e previdência. “Muitas vezes ele não sabe como acessar o auxílio doença. Explicamos também sobre o benefício da prestação continuada, o LOAS [Lei Orgânica da Assistência Social], destinado aos idosos e ou inválidos, cuja renda familiar não ultrapassa um quarto do salário mínimo. É um benefício assistencial”, diz a Dra. Elaine Amaral. Para conseguir o auxílio doença, ou o LOAS, o paciente deve ir até uma das agências da previdência social. Elas estão presentes em diversas regiões da cidade de São Paulo.

O serviço social também orienta aqueles que vêm de outro município para realizar o tratamento médico e precisam de hospedagem na capital paulista. “Para o público infantil, por exemplo, temos a ACTC [Associação da Criança Cardíaca e Transplantada], que fica na Oscar Freire e fornece hospedagem e um acompanhamento para o familiar de crianças que passam por cirurgia”, informa a Dra. Elaine Amaral. Outras associações como a Associação Amigos do Coração fornecem auxílio transporte ou cesta básica, de acordo com a avaliação do assistente social.

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