O apoio aos pacientes que vem de fora da capitaI

Equipe multiprofissional conta com assistentes sociais que orientam sobre benefícios, como transporte e hospedagem

28/12/2017 | 11:16

Foto: Shutterstock

Quais são os direitos sociais de um paciente que utiliza o serviço público de saúde? Como conseguir transporte, por exemplo, que o leve a uma consulta no Incor e, depois, de volta para casa? O Estado fornece serviços desse tipo? Sim. Faz parte do trabalho do serviço social informar, educar e conscientizar a população sobre esses direitos.

Um hospital terciário como o Incor, que trabalha com casos de alta complexidade, depende também de uma equipe multiprofissional para funcionar. Dentro dela, o assistente social é responsável por sanar dúvidas e orientar os pacientes. “Temos como objetivo verificar os fatores que dificultam a realização do tratamento. E pensar, com o paciente, qual a melhor maneira de ele seguir em frente”, explica a Dra. Elaine Amaral, diretora do Serviço Social Medico do Incor.

Hospitais públicos de alta complexidade costumam receber muitas pessoas de fora do município. Na primeira consulta com o serviço social, cabe ao assistente social conhecer o contexto do paciente e de sua família. Por exemplo, saber se ele mora longe. A maioria mora. E orientá-lo sobre TFD (Tratamento Fora de Domicílio), normatizado pela portaria No 055/1999, da Secretaria de Assistência à Saúde, do Ministério da Saúde. Essa normatização estabelece condutas com relação às despesas de deslocamento de usuários do SUS em tratamento fora do seu município de residência. Cada prefeitura tem sua rotina de prestação desse auxílio.

Além de informar o paciente sobre o transporte, o serviço social também presta orientação sobre afastamento do trabalho e previdência. “Muitas vezes ele não sabe como acessar o auxílio doença. Explicamos também sobre o benefício da prestação continuada, o LOAS [Lei Orgânica da Assistência Social], destinado aos idosos e ou inválidos, cuja renda familiar não ultrapassa um quarto do salário mínimo. É um benefício assistencial”, diz a Dra. Elaine Amaral. Para conseguir o auxílio doença, ou o LOAS, o paciente deve ir até uma das agências da previdência social. Elas estão presentes em diversas regiões da cidade de São Paulo.

O serviço social também orienta aqueles que vêm de outro município para realizar o tratamento médico e precisam de hospedagem na capital paulista. “Para o público infantil, por exemplo, temos a ACTC [Associação da Criança Cardíaca e Transplantada], que fica na Oscar Freire e fornece hospedagem e um acompanhamento para o familiar de crianças que passam por cirurgia”, informa a Dra. Elaine Amaral. Outras associações como a Associação Amigos do Coração fornecem auxílio transporte ou cesta básica, de acordo com a avaliação do assistente social.

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